13/set/2017 16h09

Ministro do STJ adia julgamento de Lula

O ex-presidente prestou depoimento nesta quarta referente à acusação de que recebeu propina da Odebrecht.

julgamento - 13/set/2017 16h09

O ministro do Superior Tribunal de Justiça, Napoleão Nunes Maia Filho,  acaba de adiar o julgamento de uma ação em que o ex-presidente responde por improbidade administrativa, em virtude de retenção de verbas do fundo penitenciário.

O processo estava na pauta do dia 19 do STJ. Por ora, não há previsão de ser analisado.

Interrogatório 

O interrogatório do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, feito pelo juiz Sergio Moro, começou pouco depois das 14 horas desta quarta-feira em Curitiba. Lula chegou às 13h48m ao prédio da Justiça Federal.

Este é o segundo interrogatório de Lula feito pelo juiz Sergio Moro. Em maio passado ele falou durante cinco horas ao juiz, na ação que envolveu o tríplex do Guarujá. Moro condenou o ex-presidente a nove anos e meio de prisão, com a acusação de ter recebido R$ 3,7 milhões em propina da OAS, por meio de reformas no apartamento e mobiliário comprado pela empreiteira.

O depoimento desta quarta refere-se à acusação de que Lula recebeu também propina da Odebrecht. O empresário Marcelo Odebrecht diz ter usado a conta de propina que a empresa mantinha com o PT para adquirir um imóvel destinado a abrigar a sede do Instituto Lula. Além disso, teria repassado valor para pagar uma cobertura vizinha à do ex-presidente. Quando era presidente, Lula ocupou o apartamento vizinho por segurança. Quando deixou o cargo, em 2011, manteve o uso do apartamento, que foi adquirido por Glaucos Costamarques, primo do pecuartista José Carlos Bumlai.

O depoimento de Marcelo Odebrecht, que firmou acordo de delação com a Procuradoria Geral da República, foi confirmado pelo ex-ministro Antonio Palocci.

Palocci confirmou que o imóvel era destinado ao Instituto Lula e que o ex-presidente desistiu de aceitar o prédio depois de uma reunião em que ele questionou o negócio. Teriam participado do encontro Bumlai e o advogado Roberto Teixeira, que intermediou o negócio.

Fonte: O Globo, Veja